mercoledì, maggio 28, 2008

Fazendo uma retrospectiva do modulo “comportamento da audiência” fui obrigada a fazer uma retrospectiva desde do dia 14 de abril de 2007 que foi o dia da aula inaugural dessa primeira turma do pós graduação. Dia esse que eu como um Porto Alegrense formada já a 7 anos voltei a experimentar a sensação de estar num lugar tanto desconhecido como cheio de possibilidades e curiosidades.

Lembro bem de pensar como a minha própria postura em aula era diferente da postura do primeiro dia de aula na universidade em meados dos anos 90, quando fui bixo na PUCRS. Notei que eu realmente tinha interesse de estar ali, estudar e discutir aquele assunto, com aquelas pessoas que também estavam ali naquele sábado de manhã dividindo os mesmo interesses. Cheguei a me re-posicionar na cadeira quanto notei que o fato de eu estar numa sala de aula sábado pela manhã não era um sacrifício e sim um prazer.

Dessa forma tem se passado os últimos sábados do ano. Com discussões brandas e calorosas sempre envolvendo de alguma forma o fazer da televisão.

Ao começar do segundo módulo do curso foi então que começamos essa cadeira de comportamento da audiência. No início tive uma certa resistência pessoal lembrando das penosas aulas de mídia e de estatísticas da faculdade de publicidade, mas ao mesmo tempo com a aplicação dos indices na realidade até calculos estranhos, como coeficiente alfa e beta, ganham seu lugar ao sol.

A longo desse módulo algumas críticas em exigências da turma foram crescendo em relação ao funcionamento geral do curso. Começamos a cobrar conteúdo e trabalhos. Acertos com a coordenação que fazem parte numa primeira turma, meio que cobaia do pós graduação. A turma quer muito estudar, e ser cobrada disso, queremos receber infomração e discutir, aprender, ler e fixar, e não que passem a mão na nossa cabeça porque trabalhamos e levantamos sábado de manhã para estudar.

E o módulo de comportamento de audiência cumpriu essas expectativa. Talvez também pela a quantidade de índices estudados em alguns momentos parecia meio massante as aulas, mas com a análise de casos a coisa sempre provou a que veio.

Dessas forma o trabalho de conclusão veio ao encontro de termos um omento de discutir e aplicar as coisas que tínhamos aprendido, ou mesmo de conseguir avaliar o que tínhamos aprendido. O trabalho no início pareceu um pouco confuso, “vocês seram emissoras e cliente ao mesmo tempo”, “quem fala para quem?”, “quantas pessoas por grupo?”, “qual o prazo?”, “qual o formato de entrega?”, enfim aos poucos fomos sanando as dúvidas da sistemática do trabalho e moldando o que seria uma divertida experiência.

Eu acabei por fazer parte de um grupo com mais 4 colegas, e antes de tudo achei que ia ser interessante, pois apesar de eu conversar sempre com os esses meninos da não tinha tido a oportunidade de fazer um trabalho com eles. Começamos o raciocício, então. Primeiro encontro: era o momento de sermos clientes, escolhemos o sabonete DOVE tínhamos que formatar um briefing para repassarmos a “emissora” que iria nos atender. Fui buscar as minhas antigas aulas de criação e atendimento de publicidade e pensar que itens eram obrigatórios em briefing. Um breve histórico do produtor (caçado na internet), uma evolução do target atual do produto e, por fim, a terminação de um objetivo, um prazo e um verba estipulada para eles realizarem. Esse foi o encontro mais simples do nosso grupo, depois de debatermos algumas idéias de objetivos, de nos questionarmos se queríamos lançar um produto novo, ou fixar a marcar, ou re-posicionar a marca, partimos para um reposicionamento para homens de classe CDE.

Com essa primeira parte do trabalho entregue, recebemos nós (enquanto emissoras), também o briefing do nosso produto, Guaraná Antártica. A segunda reunião foi o momento de entender o que o briefing recebido dizia. E de começar a OLHAR as tabelas cheia de NUMEROZINHOS enviadas pelo o professor e de começar a , então, LER e interpretar o INDICES que ali estavam, cruzando dados. Nesse segundo encontro foi o momento de tentar decidir por qual caminhos íamos defender a nossa EMISSORA B para poder convencer as meninas do Guaraná Antáctica a investirem com a gente. Descobrimos que a nossa emissor era a que possuía os maiores índices de rating no universo, em relação com a dos outros grupos. Mas a primeiro momento queríamos era brincar com os índices mais interessante, como fidelidade, afinidade, alcance indices esses que parecem dizer um pouco mais do telespectador do que simplesmente se eles assistiram ou não o programa. Saímos, então, desse primeiro encontro querendo mais informações, a respeito do nosso produto e da nossa emissora. Foi o momento do feedback e das dúvidas com o professor, na semana seguinte enviamos email e trocamos alguns telefonemas e decidimos algumas pergunta a repassar para o professor perguntando por mais alguns dados específicos.

Recebendo esses dados veio então o terceiro e quarto e encontro do grupo, cada um trazendo, como combinado, as suas próprias anotações a respeito do que tinha intrepretado e como acharia interessante aplicar aquele dado. Eram 10 da noite e nos pediam para sair da sala de leitura da Faap, as conversas continuavam via dezenas de email. Eu decidi nesse momento começar a configura as minhas idéias e dos meus colegas que recebia por email já num formato de apresentação, colocando num powerpoint da vida, dessa forma lá começaram a aparecer todos os pontos que queríamos comentar ainda de forma desorganizada, mas já com alguma estrutura inicial. Fomos por um lado que decidimos que o último slide da nossa apresentação deveria ser um slide que resumisse o investimento do nosso cliente, mostrando o quanto ele gastaria, qual seria o GRP atingido, qual seria o alcance e qual seria o custo por mil. Se conseguíssemos ao longo do powerpoint explicar o nosso raciocínio para chegar aquele resumo teríamos um trabalho objetivo.

E assim a cada dia o arquivo da apresentação ia de um para outro voltando sempre com novas observações e ficando cada vez mais completo e organizado. Fomos buscando tabelas de preços reais para poder montar, brincando com números de inserções e de GRPs, fazendo pequenos cálculos que nos fixaram o porque de cada índice . Em um certo momento sentimos falta de um objetivo de GRP, isso foi no quarto ou quinto encontro. Eu sentia falta de ter um objetivo como “vocês [emissora] precisam nos fornecer um numero X de GRPs para a gente [cliente] ficar contente” . Dessa forma eu saí pesquisando os mais diversos sites em busca dessa informação até que no UOL achei uma informação que podia nos servir de guia, embora, agora já entendendo um pouco mais, eu via aqueles números fornecidos pelo site como talvez não tão precisos.

Assim optamos por usar um objetivo de GRPs embora o foco do trabalho fosse o raciocínio que partiu daquele objetivo e não como o objetivo tenha sido traçado, pois questionávamos a informação da grande world wide web. Ultimo encontro do grurpo. Uma noite de quinta-feira antes da apresentação. Momento de fechar tudo, revisarar numerozinhos e ficar contente com o resultado. Era meia noite e decidimos que o raciocínio já estava completo. Fui para casa contente de que existia uma lógica no “power point” e que íamos conseguir passar aquilo para turma.

Sábado, dia da apresentação, ainda revisei alguns números e o cálculo de custo mil estavam um pouco errados, mostrando um valor mensal e não trimestral da campanha inteira, alterei rapidamente antes da apresentação. E lá fomos nós para frente da turma que estava curiosa para saber como cada grupo tinha elaborado o seu raciocínio. Após a nossa apresentação que instintivamente foi liderada por mim e agregada por comentários dos meus queridos colegas, um alívio, tinha saído tudo bem.

Agora tendo passado já e fazendo uma análise consigo apontar o que poderia ter sido melhor. Acho que nos fixamos muito nos dados e no expor no “papel” o nosso raciocínio, mas faltou um pouco de ensaio da apresentação em si. Nós enquanto profissionais somos também um pouquinho atores, quando na frente de uma platéia de clientes, e esse ensaio de palco e de interação entre os colegas e a apresentação ficou um pouco prejudicado, algumas pequenas gaguejadas e algumas pequenas hesitações do que falar naquele momento. O estar na frente da platéia para mim nunca foi muito agradável, mas é como ser chamado para dar uma pequena palestra, uma pequena aula ou mesmo essa presentar de traabalho em aula ou para clientes, tem que ter um ensaio, talvez olhando no espelho e pronunciando as palavras que imaginamos, para, ao ouvir, decidir se elas realmente fazem sentido.

Em geral nos saímos bem, e estou contente com a forma que tudo foi apresentado, dificuldade maior que encontrei foi essa falta do ensaio que acho que pode ter prejudicado a apresentação em si. Mas no mais hoje eu me sinto uma pós graduada em tudo que os índices do ibope e pesquisa de audiência podem nos fornecer, me sinto capaz de interpretar esses dados e utilizá-los para o meu trabalho, ou mesmo comentá-los corretamente numa mesa de bar. O estudo nos fortalece.